quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Textos opinativos - Apresentações do 2ºB

(Grupo da Tayná) Copa do Mundo de 2014 - Roberta Cioquetta

Acredito que a Copa do Mundo não trará benefícios para o Brasil, pois o dinheiro investido ( aproximadamente 30 bilhões ) em estádios, estradas e aeroportos poderiam ser investidos em hospitais, escolas e na segurança do pais, que estão em condições precárias.
Além disso, o país não tem condições para sediar um evento desse porte, pois internamente há problemas maiores para serem resolvidos, como por exemplo as desigualdades populacionais e as manifestações que tomaram conta de nossas ruas.
Sendo assim, a copa do mundo não trará benefícios a longo prazo para o Brasil.




(Grupo do Vítor) Importação de Médicos no Brasil - Guilherme Henrique

Sabe-se que o maior problema do SUS ( Sistema Único de Saúde ) é a falta de infraestrutura; faltam hospitais, leitos, UTIs, postos de saúde, medicamentos, etc. Portanto, acredito que a importação de médicos cubanos não é a melhor forma de resolver o problema.
Mesmo com essas metas criadas pelo governo, a essência da saúde no Brasil não será mudada, contratar médicos sem dar a eles condições de trabalho é o mesmo que tampar o sol com a peneira. Não basta apenas a presença de médicos, pois eles só salvam vidas se dispuserem de uma ampla rede de serviços.
A quantidade de dinheiro gasta nesse projeto poderia muito bem ser investida na qualidade dos hospitais públicos, o que consequentemente atrairia médicos e ajudaria, de forma mais eficaz, a solucionar o problema.



(Grupo da Luíza) Aborto - Wendell Giroldo

O aborto é a morte de uma criança no ventre de sua mãe produzida durante qualquer momento da etapa que vai desde a fecundação até o momento prévio ao nascimento.
No Brasil, o aborto é considerado como crime contra a vida humana pelo Código Penal Brasileiro, porém, não é qualificado como crime quando praticado por médico capacitado em três situações: quando há risco de vida para a mulher causado pela gravidez, quando a gravidez é resultante de um estupro ou se o feto for anencéfalo.
Acredito que o aborto é um assassinato, uma criança não tem culpa de nada e não deve pagar por algo que não fez, se a pessoa não quiser a criança ou não tiver condições de criá-la, ela tem a opção de mandá-la para o orfanato.




(Grupo da Yanca) Legalização da maconha - Mariah Wende

A maconha é uma droga que causa dependência química, e apesar de ser usada como tratamento terapêutico, ela pode levar a alterações cerebrais irreversíveis levando alguns problemas de memória e diminui a testosterona dos homens, além de prejudicar os pulmões.
Portanto a maconha  não deveria ser legalizada, por mais que seja para tratamentos, existem drogas mais modernas que não causam tantos efeitos colaterais e são mais indicadas para este caso.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Resenha Crítica: Dom Casmurro

Machado de Assis, considerado um dos maiores escritores brasileiros, marcou o início do Realismo no Brasil com a publicação de sua obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, em 1881. Após essa grande transformação literária, Machado de Assis publicou cinco romances realistas, sendo um deles o Dom Casmurro, livro que será abordado a seguir.                                                     
Em Dom Casmurro, Machado de Assis, diferentemente de suas outras obras, destacou a mentira, a dissimulação na família, o sentimento amoroso e doentio, a ambiguidade e a expressão do olhar. Trata-se de uma narrativa onde Bento, personagem principal, conta a trajetória de sua vida que se inicia em uma situação posterior a todo o restante do livro, o que gera "viagens" ao passado e ao presente, tornando a compreensão da leitura um pouco desconfortável e confusa. Além disso, no decorrer da narrativa, várias analogias são feitas, comparações com obras de Shakespeare, com trechos bíblicos, entre outros. Tudo isso foge um pouco do "realismo" presente na obra, o que torna a história muito longa, juntamente com a grande quantidade de detalhes presentes em cada capítulo do livro, além da desconfiança de Bento em sua amada o que nos deixa sem reposta sobre a suposta traição dela com o melhor amigo dele e a maneira como ele expressa essa situação faz também com que muitas pessoas acreditem que ele realmente tenha sido traído sem ao menos ouvir a versão dela.                                                                    
Bento Santiago começa o livro narrando o momento em que estava em um trem, onde recebeu de um jovem poeta que estava recitando alguns versos a ele, o apelido de "Dom Casmurro", devido a sua grosseria de não ter o ouvido, daí o nome do livro.                                                
Ao chegar em sua casa, ele conta que o livro foi feito com base nas suas recordações adquiridas na sua casa de infância localizada na Rua de Matacavalos no Engenho Novo, onde começa a narrar o seu passado.                                                                                                                           
No ano de 1857, Bentinho tinha apenas quinze anos, morava com Dona Glória (sua mãe), Tio Cosme (irmão de D. Glória), Prima Justina (prima de D. Glória) e José Dias, que era um agregado da família, algo comum naquela época. O primeiro fato relevante narrado e que vai se desenvolver em grande parte da história é o de Bentinho ter escutado uma conversa entre José Dias e Dona Glória, onde ela disse que pretende mandá-lo ao seminário para cumprir uma promessa que havia feito pouco antes de seu nascimento.                                                                   
A mãe, que já havia perdido um filho, prometeu que se o segundo filho fosse homem, ela o faria Padre. Foi uma promessa feita no desespero e acaba gerando arrependimento em Dona Glória. Bentinho se apaixona por Capitu, uma amiga de infância muito próxima a ele, mas devido a promessa de Dona Glória, eles enfrentam grandes problemas para viver esse amor.              
Bento então é enviado para o seminário contra a sua vontade, mas antes disso ele e Capitu selam com um beijo a promessa que ela havia feito de esperar o garoto para se casarem.                      
No seminário Bento conhece Ezequiel de Sousa Escobar, que passa a ser seu melhor amigo. Escobar encontra uma solução para a promessa de Dona Glória que foi a de enviar um escravo para se tornar sacerdote no lugar de Bentinho, uma vez que a promessa era a de dar um sacerdote a Deus que necessariamente não precisava ser Bento.
Bento muito feliz vai para São Paulo, se forma em direito e se casa com Capitu, e pelo outro lado, Escobar vira comerciante e se casa com Sancha melhor amiga de Capitu. Ambos os casais tem filhos, o filho de Bento recebe o nome de Ezequiel, em homenagem a Escobar, e a filha de Escobar recebe o nome de Capitolina, em homenagem a esposa de Bento. Os casais passam a conviver intensamente. 
Tempos depois Escobar morre afogado em uma de suas aventuras na praia.
Após a morte de Escobar, Bento enxerga no filho semelhanças com o amigo falecido e fica convencido de que foi traído por Capitu, mas não se sabe ao certo se realmente foi uma traição ou se eram apenas ciúmes.
Bento pensa então em se suicidar bebendo uma xícara de chá envenenado, mas como todos nós sabemos, ele não se suicida pois é ele quem está rememorando o passado. Bento então toma uma atitude ainda mais cruel. Sem ter certeza de que Capitu havia mesmo o traído, ele viaja com ela e com o filho para o exterior e volta para o Brasil sozinho, deixando-os para trás, onde Capitu morre. Uma atitude estranha para quem a amava tanto.                                    
Bento, por não ter certeza da traição, deveria ter investigado mais, ao invés de injustiçar Capitu como fez.
Ezequiel volta para o Brasil após muito tempo e tenta reconquistar o amor de Bento, mais ele o rejeita, uma atitude muito perversa, pois mesmo que Ezequiel fosse fruto de uma traição, ele não teria culpa.
Em uma viagem a trabalho, Ezequiel morre de febre tifoide, onde Bento fica triste por um lado e aliviado por outro. No final da história Bento fica solitário, uma consequência normal para quem teve atitudes como a dele.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

terça-feira, 2 de julho de 2013

Biografia de José de Alencar

                                    

José de Alencar (1829-1877) foi romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. Foi um dos maiores representantes da corrente literária indianista. Destacou-se na carreira literária com a publicação do romance "O Guarani", em forma de folhetim, no Diário do Rio de Janeiro, onde alcançou enorme sucesso. Seu romance "O Guarani" serviu de inspiração ao músico Carlos Gomes, que compôs a ópera O Guarani. Foi escolhido por Machado de Assis, para patrono da Cadeira nº 23, da Academia Brasileira de Letras.
José de Alencar consolidou o romance brasileiro, ao escrever movido por sentimento de missão patriótica. O regionalismo presente em suas obras, abriu caminho para outros sertanistas, preocupados em mostrar o Brasil rural.
José de Alencar criou uma literatura nacionalista onde se evidencia uma maneira de sentir e pensar tipicamente brasileiras. Suas obras são especialmente bem sucedidas quando o autor transporta a tradição indígena para a ficção. Tão grande foi a preocupação de José de Alencar em retratar sua terra e seu povo que muitas das páginas de seus romances relatam mitos, lendas, tradições, festas religiosas, usos e costumes observados pessoalmente por ele, com o intuito de, cada vez mais, abrasileirar seus textos.
José de Alencar (1829-1877) nasceu em Mecejana, Ceará no dia 1 de maio de 1829. Filho de José Martiniano de Alencar, senador do império, e de Ana Josefina. Em 1838 mudam-se para o Rio de Janeiro. Com 10 anos de idade ingressa no Colégio de Instrução Elementar. Com 14 anos vai para São Paulo, onde termina o curso secundário e ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
Em 1847 escreve seu primeiro romance "Os Contrabandistas". Em 1950 conclui o curso de Direito. Pouco exerceu a profissão. Ingressou no Correio Mercantil em 1854. Na seção "Ao Correr da Pena" escreve os acontecimentos sociais, as estréias de peças teatrais, os novos livros e as questões políticas. Em 1856 passa a ser o redator chefe do Diário do Rio de Janeiro, onde em 1 de janeiro de 1857 publica o romance "O Guarani", em forma de folhetim, alcançando enorme sucesso, e logo é editado em livro.
Em 1858 abandona o jornalismo para ser chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, onde chega à Consultoria. Recebe o título de Conselheiro. Nessa mesma época é professor de Direito Mercantil. Foi eleito deputado pelo Ceará em 1861, pelo partido Conservador, sendo reeleito em quatro legislaturas. Na visita a sua terra Natal, se encanta com a lenda de "Iracema", e a transforma em livro.
Famoso, a ponto de ser aclamado por Machado de Assis como "o chefe da literatura nacional", José de Alencar morreu aos 48 anos no Rio de Janeiro vítima da tuberculose, em 12 de dezembro de 1877, deixando seis filhos, inclusive Mário de Alencar, que seguiria a carreira de letras do pai.
Uma de suas várias obras foi o livro A Pata da Gazela.

Fonte: http://www.e-biografias.net

Grupo

E.E.P.J.I.S  2º Ano B

Wendell Giroldo         nº 40
Guilherme Henrique    nº 13
Roberta Cioquetta      nº 34
Geovanna Lemos        nº 12
Michelly Mayer           nº 26
Mauricio da Silva        nº 25
Mariah Wende            nº 24
Ana Vitória                 nº 02

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Biografia de Monteiro Lobato

Ficheiro:Monteiro Lobato.jpg
Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor brasileiro. "O Sitio do Picapau Amarelo" é uma de suas obras de maior destaque na literatura infantil. Foi um dos primeiros autores de literatura infantil em nosso país e em toda América Latina. Tornou-se editor, criando a "Editora Monteiro Lobato" e mais tarde a "Companhia Editora Nacional". Metade de suas obras é formada de literatura infantil.
Monteiro Lobato (1882-1948) nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu avô o Visconde de Tremembé. Desde menino já mostrava seu temperamento irrequieto, escandalizou a sociedade quando se recusou fazer a primeira comunhão. Fez o curso secundário em Taubaté. Estudou no Instituto de Ciências e Letras de São Paulo.
Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na capital, em 1904. Na festa de formatura fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala. Nesse mesmo ano voltou para Taubaté. Prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Parnaíba, no ano de 1907.
Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916). Paralelamente ao cargo de Promotor, escrevia para vários jornais e revistas, fazia desenhos e caricaturas. Ficou em Areias até 1911, quando muda-se para Taubaté, para a fazenda Buquira, deixada como herança pelo seu avô.
No dia 12 de novembro de 1912, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma carta sua enviada à redação, intitulada "Velha Praga", onde destaca a ignorância do caboclo, criticando as queimadas e que a miséria tornava incapaz o desenvolvimento da agricultura na região. Sua carta foi publicada e causou grande polêmica. Mais tarde, publica novo artigo "Urupês", onde aparece pela primeira vez o personagem "Jeca Tatu".
Em 1917 vende a fazenda e vai morar em Caçapava, onde funda a revista "Paraíba". Nos 12 números publicados, teve como colaboradores Coelho Neto, Olavo Bilac, Cassiano Ricardo entre outras importantes figuras da literatura. Muda-se para São Paulo, onde colabora para a "Revista do Brasil". Em seguida compra a revista e a transforma em editora. Publica em 1917, seu primeiro livro "Urupês", que esgota sucessivas tiragens. Transforma a Revista em centro de cultura e a editora numa rede de distribuição com mais de mil representantes.
No dia 20 de dezembro de 1917, publica no jornal O Estado de São Paulo, um artigo intitulado "Paranoia ou Mistificação?", onde critica a exposição de Anita Malfatti, pintora paulista recém chegada da Europa. Estava criada uma polêmica, que acabou se transformando em estopim do movimento modernista.
Monteiro Lobato, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira, funda a "Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato". Com o racionamento de energia, a editora vai à falência. Vendem tudo e fundam a "Companhia Editora Nacional". Lobato muda-se para o Rio de Janeiro e começa a publicar livros para crianças. Em 1921 publica "Narizinho Arrebitado", livro de leitura para as escolas. A obra fez grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seu personagem em outros livros girando todos ao redor do "Sítio do Picapau Amarelo". Em 1927 é nomeado, por Washington Luís, adido comercial nos Estados Unidos, onde permanece até 1931.
Como escritor literário, Lobato destacou-se no gênero "conto". O universo retratado, em geral são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Parnaíba, quando da crise do plantio do café. Em seu livro "Urupês", que foi sua estreia na literatura, Lobato criou a figura do "Jeca Tatu", símbolo do caipira brasileiro. As histórias do "Sítio do Picapau Amarelo", e seus habitantes, Emília, Dona Benta, Pedrinho, Tia Anastácia, Narizinho, Rabicó e tantos outros, misturam a realidade e a fantasia usando uma linguagem coloquial e acessível.
O livro "Caçadas de Pedrinho", publicado em 1933, que faz parte do Programa Nacional Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, está sendo questionado pelo movimento negro, por conter "elementos racistas". O livro relata a caçada a uma onça que está rondando o sítio. "É guerra e das boas, não vai escapar ninguém, nem tia Anastácia, que tem cara preta".
José Renato Monteiro Lobato morreu no dia 5 de julho de 1948, de problemas cardíacos.